Resumo do Texto de Juliana Nogueira Chaves:
HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA.
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Com base no livro Projeto EDUCOM (Andrade, P. F., & Albuquerque Lima, M. C. M., 1993), a autora resume a história da educação de tal maneira:
1971 - A Informática basta a ser vista como ferramenta na educação brasileira e o poder publico cria diversos orgão objetivando ampliar o desenvolvimento tecnológico no país.
1973 - Dão Início as primeiras demonstrações do uso do computador na educação, criação da SEI - Secretaria Especial de Informática.
Papert divulgou idéias que defendiam que o computador é um instrumento que catalisa conceiros complexos, permitindo assim que o aluno trabalhe tais conceitos de maneira simples e ludica.
1982 - Mec passou a financiar o desenvolvimento de pesquisas na área de formação de recursos, assim como o desenvolvimento de metodologias educacionais apoiadas nas novas tecnologias (computador e rede) e a elaboração de softwares educacionais.
1984 - Lançamento do EDUCOM pelo MEC juntamente com o FINEP _ Financiadora de Projetos, SEI, e o CNPq - Conselho NAcional de Pesquisas.
1986 - o Programa de Ação Imediata em Informática na Educação, denominado projeto FORMAR a formar professores e a implantar infra-estruturas de suporte nas secretarias estaduais de educação, escolas técnicas federais e universidades.
1989, é fundado pelo MEC o Programa Nacional de Informática na Educação (PRONINFE). Sua proposta principal consistia em desenvolver a informática educativa no Brasil, através de atividades e projetos articulados e convergentes, apoiados em fundamentação pedagógica, sólida e atualizada.
1997, o PROINFO (Programa Nacional de Informática na Educação), foi incorporado ao PRONINFE. Além de mudar sua estrutura inicial, essa incorporação tinha como principal objetivo formar professores e atender estudantes através da aquisição e distribuição de cerca de cem mil computadores interligados à Internet.
Na década de 1990, a evolução tecnológica, passou a exigir mão-de-obra qualificada para a execução das tarefas nas indústrias. Nesse momento histórico, o analfabetismo era intenso e as necessidades do mercado de trabalho exigiam agora profissionais capacitados para operar equipamentos como, calculadoras, vídeo-cassetes, computadores.
Ao final da década, o PROINFO, subordinado à Secretaria de Educação a Distância (SEED), por meio do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (DITEC), em parceria com as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais e MEC, foi estruturado e oferecido aos governos dos estados e municípios brasileiros, com os seguintes objetivos: melhorar a qualidade de ensino nas escolas públicas, propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico, educar para uma cidadania global, possibilitar estudos acerca do comportamento dos indivíduos nos ambientes escolares.
Segundo Juliana Nogueira Chaves, muitos movimentos surgiram na informatica e a inserção do computador na educação gerou e ainda tem gerado uma espécie de revolução nas teorias sobre a relação ensino-aprendizagem existentes anteriormente, principalmente diante dos seguintes aspectos. São muitos os softwares educacionais elaborados e as várias formas de utilização do computador levam a concluir que se trata de uma tecnologia de extrema utilidade e contribuições no processo de ensino-aprendizagem.
O computador, os softwares educativos, o professor preparado para utilizar-se do computador como mídia educativa e o aluno motivado para uma nova forma de aprender, são quatro elementos fundamentais para efetivar o processo de incorporação do computador como mídia na educação.
A Informática na Educação Pública do Brasil vem construindo sua história, com base no grande esforço de profissionais, nos diferentes níveis institucionais, que se dedicaram e dedicam, conseguindo construir uma história de grandes marcos, com uma identidade própria, raízes sólidas, mesmo diante de tantas dificuldades (pouco incentivo institucional, carência de recursos financeiros e humanos, descontinuidade de programas, etc.). porém de acordo com o texto, é necessário que haja investimento em recursos tecnológicos e na formação de professores. (MORAES, )
A Autora destaca como um grande desafio a necessidade de conscientizar educadores quanto as grandes contribuições para a formação de si próprios, enquanto docentes, e do aluno pela prática da informática aplicada à educação nas escolas pública. Incentivar a prática pedagógica de maneira que o professor possa estar sempre inovando suas ações, aprendendo e ensinando constantemente ao fazer uso das novas tecnologias, evitando que se instaure, na prática pedagógica, uma inovação conservadora. (MORAES, )
Em comparação ao avanço tecnológico na sociedade, a informática na educação brasileira avançou lentamente até chegar à realidade atual. Hoje, observamos órgãos públicos investindo fortemente em equipamentos tecnológicos direcionados as escolas, tanto administrativa quanto pedagogicamente. Talvez essa demora do avanço tenha ocorrido principalmente pela dificuldade na quebra de paradigmas, dificuldade de aceitação do novo, entre outros.